Força feminina no empreendedorismo gastronômico

O Dia do Empreendedorismo Feminino é uma data criada para dar visibilidade ao movimento que reúne negócios idealizados e comandados por uma ou mais mulheres. A iniciativa é coordenada pela ONU Mulheres, entidade que tem como objetivo unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos humanos das mulheres e diminuir a desigualdade de gênero.

Para falar sobre motivações e desafios para as mulheres que empreendem na área gastronômica convidamos as cozinheiras, empreendedoras e alunas da Gastromotiva Claudia Cantreva, Elisângela Monte e Fabiana Lira.

Claudia Cantreva e sua “Ó, Quitéria” na feira de alunos do curso “Empreenda, Faça e Venda” da Gastromotiva.

Claudia buscou na gastronomia um caminho de empoderamento para apostar nos seus talentos e seguir um propósito de vida. Dona da “Ó Quitéria” (@oquiteria_), um negócio de comidas saudáveis e afetivas, para ela o curso na Gastromotiva trouxe conhecimento, consciência, conexão e mudança, agregando valor ao seu trabalho artesanal.

“Busco trabalhar com propósito, acreditando no que faço, mostrando qualidade criativa, capacidade de realização e execução, porque é isso que me representa. O mundo é dos que sonham, mas também é dos que realizam e buscam fazer algo diferente para si e em benefício do próximo.”

Claudia acredita que há espaço no mercado para empreendedorismo feminino, mas ressalta que assim como para qualquer empreendedor, é preciso conhecer o seu público, mostrar o diferencial do seu negócio e fazer com que ele seja lembrado.  

Para mulheres que desejam empreender, ela deixa seu recado: “Decole… comece apresentando para as pessoas (seja para a família, amigos ou vizinhos) o trabalho que você realiza no seu pequeno negócio, conecte-se com outros e mostre seu potencial.”

Elisângela Monte na produção de massas frescas para seu empreendiemnto “Natural – Alimentação Saudável”

Elisângela Monte, carioca criada em Belém, cresceu vendo sua mãe cozinhar tacacá, comida típica da região. Para ela, que quando criança presenciou os pais empreenderem em diversas atividades, o empreendedorismo está no sangue. Por necessidade resolveu apostar também e investir na produção de marmitas fit, criando a “Natural – Alimentação Saudável” (@naturalalimensaudavel).

“Digo que o ‘Empreenda’ para mim foi um resgate. Antes do curso trabalhei como tacacazeira em feiras por 9 meses, mas não deu certo. Com o curso eu aprendi a me organizar. Tive outra visão, entendi que podemos incluir o veganismo, excluir o glúten, são muitas possibilidades! Aprendi também o respeito com o alimento e que devemos extrair tudo que a natureza oferece.”

Elisângela começou seu negócio durante a pandemia e está apostando na busca por clientes nas redes sociais. Ela recomenda que outras mulheres que desejam empreender façam o mesmo: invistam nas redes, mostrem para seus vizinhos e façam um “boca-a-boca” do seu negócio.

Fabiana Lira, que vende bolos e doces no “Delicinhas da Fabi” (@delicinhasdafabi), conta que também começou a empreender por necessidade. Ela aponta que com o curso do “Empreenda” conseguiu precificar corretamente os seus produtos e que leva da experiência a conscientização sobre o aproveitamento de alimentos. Hoje Fabiana consegue aproveitar quase totalmente os insumos de sua produção. Ao falar sobre empreendedorismo feminino, reflete sobre sua própria experiência:

“Acredito que em relação ao empreendedorismo feminino existem mais mulheres do que se possa imaginar. O problema é a maioria não se ver como empreendedora, assim como eu não me via. Para elas eu digo: vá em  frente, vale a pena!”

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