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Encontro Nacional Contra a Fome: A produção de evidências como subsídios no processo de avaliação e monitoramento de projetos com o foco no combate à fome

Ontem (22/06), a Gastromotiva esteve no segundo dia do Encontro Nacional Contra a Fome, realizado pela organização Ação e Cidadania, liderando o painel sobre “A produção de evidências como subsídios no processo de avaliação e monitoramento de projetos com o foco no combate à fome.”

Para compor a mesa, que contou com a presença da nossa especialista em impacto social, Winnee Louise, contamos com a presença de profissionais que integram as equipes técnicas de projetos, instituições e equipamentos comprometidos com o estudo sobre a relação dos indicadores sociais, fome e insegurança alimentar no Brasil.

As convidadas trouxeram experiências baseada na observação, escuta, troca de aprendizados, potencialidades e dificuldades no trabalho de campo. A intenção é que futuramente esses projetos de pesquisa e coleta de dados influenciem estratégias de combate à fome.

Adriana Salay, profissional do campo da alimentação, professora, pesquisadora e uma das criadoras do projeto Quebrada Alimentada, contou sobre a pesquisa que desenvolveu com a comunidade da Vila Mineira para entender as diferenças e preferências de demanda de alimentos com objetivo de redesenhar rotas dentro do projeto que desenvolve com os moradores. A partir desse processo de escuta, foi possível conhecer e definir públicos específicos para distribuição de refeições e para distribuição de cestas básicas.

Adriana Leal, mestre em nutrição, especialista em terapia nutricional e nutricionista da Gastromotiva, compartilhou a experiência da primeira pesquisa da organização nesse sentido, que está acompanhando 150 famílias nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. O monitoramento é baseado no estudo antropométrico dos participantes, rodas de conversa e de escuta e observação, além da construção de cardápios nutritivos levando em consideração a cultura alimentar dessas famílias.

A conversa também focou na relação entre a diminuição da proteína animal e consumo de ultraprocessados e privações sociais históricas dos beneficiários no consumo desses tipos de alimento. A nutricionista, especialista em saúde da família e mestranda em saúde coletiva, Mariana Espíndola, trouxe a importância da educação popular para esse debate no que diz respeito a entender nossas histórias, de onde viemos para então poder pensar a alimentação que desejamos promover.

Reveja o painel no Youtube:  https://bit.ly/encfpainel1

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