Encontro Nacional Contra a Fome: Estratégias de intervenção para o combate à fome: estudos de caso sobre a implantação de cozinhas comunitárias

A Gastromotiva teve a honra de liderar um painel sobre cozinhas comunitárias no segundo dia de evento (22/06) do Encontro Nacional Contra a Fome, realizado pela organização Ação da Cidadania.

A mesa “Estratégias de intervenção para o combate à fome: estudos de caso sobre a implantação de cozinhas comunitárias” trouxe, através das experiências dos convidados, as potencialidades e desafios na implantação de cozinhas sociais e como elas podem contribuir para a visão de futuro na implantação de estratégias que contribuam para a segurança alimentar.

O painel contou com a presença de lideranças que integram as equipes de organizações comprometidas com endereçarem respostas imediatas para intervir no contexto de insegurança alimentar, que aflige hoje mais de 33 milhões de brasileiros, e com a mediação de Winnee Louise, especialista de impacto social da Gastromotiva.

Richarlls Martins, coordenador executivo do Plano Fiocruz de Enfrentamento à COVID19 nas Favelas do Rio de Janeiro, compartilhou que a instituição resolveu abrir uma chamada pública para investir em iniciativas das comunidades, pois identificaram que as respostas mais qualificadas de enfrentamento da pandemia eram as respostas que tinham a base comunitária como foco central do desenvolvimento das ações, além de ser uma estratégia que potencializa a sociedade civil na resposta de enfrentamento da crise sanitária.

“70% das cozinhas comunitárias nas 9 comunidade em que o projeto atua estão associadas à agroecologia, o que reflete que a as estratégias de segurança alimentar caminham cada vez mais na direção de modelos sustentáveis. Essas iniciativas também tem conexão direta com hortas comunitárias, que se mostraram fundamentais para abastecer com insumo as cozinhas comunitárias e potencializar uma perspectiva de produção de solidariedade.” disse Richarlls.

Danilo Pereira, coordenador nacional do MTST, foi responsável pela implementação das Cozinhas Solidárias do MTST no Rio de Janeiro e também por coordenar o Projeto Solidariedade Sem Veneno, patrocinado pela Fiocruz, que garante alimento agroecológico direto do pequeno produtor para as cozinhas comunitárias. Ele levantou que é preciso criar um vínculo dos trabalhadores do campo com os da cidade para encontrar uma solução efetiva no combate à fome, num quadro onde as três categorias mais atingidas pela fome são trabalhadores informais, desempregados e agricultores familiares.

“A partir do recurso da Fiocruz, conseguimos fazer a substituição dos alimentos tradicionais por alimentos agroecológicos. Além de ajudar famílias que estão passando por fome e pobreza extrema, há a possibilidade de planejar a sua produção a médio prazo.”

David Hertz, cofundador da Gastromotiva e do Movimento de Gastronomia Social, trouxe a experiência das Cozinhas Solidárias Gastromotiva, que chegaram a 130 comunidades pelo Brasil, inclusive em municípios isolados no interior do Amazonas. Ele ressaltou a importância da educação, da formação profissional e da geração de renda associadas à produção de refeições.

“Como organização social temos que trazer as preposições dos nossos aprendizados, trazer dados, trabalhar o advocacy, buscando desenvolver tecnologias sociais sociais que possam virar negócios de impactos e políticas públicas”

Reveja o painel no Youtube: https://bit.ly/encfpainel2

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