Cozinha como herança

Nascida e criada no Jardim América, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Gil Ventura conheceu a gastronomia no fogão de casa. Ainda criança, se apaixonou pela culinária mineira do seu pai e suas tias. “Minha mãe também cozinhava, mas era super-protetora e não deixava que eu, pequena, entrasse na cozinha. Meu pai esperava ela sair de casa e me ensinava escondido”, contou Gil. Por conta disso, seus pratos favoritos vêm de sua família: o frango com quiabo do pai e o namorado assado da tia.

Logo no seu primeiro emprego, aos 19 anos, Gil já estava perto da cozinha: na copa de um restaurante na Barra da Tijuca. “Quando comecei a trabalhar com gastronomia percebi que tinha encontrado o meu caminho para crescer não só profissionalmente, mas também pessoalmente.” Em pouco tempo, buscou formação na área, e conseguiu através de uma bolsa no curso de cozinheiro do Senac.

Desde então, a jovem passou por diferentes restaurantes até conhecer a Gastromotiva. Seu primeiro contato foi pela televisão, na época das Olimpíadas do Rio, no lançamento do Refettorio Gastromotiva. E logo se apaixonou. Em Outubro de 2018 passou a fazer parte do time fixo de funcionários da cozinha do Refettorio, onde cozinha diariamente para 90 pessoas em situação de rua.

Para o futuro, Gil pretende continuar comandando os fogões do Refettorio por bastante tempo. “Esse espaço me ajuda a viver realmente os valores que acredito serem necessários em relação à cozinha.” Mas também sonha em abrir seu próprio empreendimento de gastronomia brasileira. “É preciso mostrar a nossa culinária para o mundo”, finalizou ela.

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